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Estranhamentos


...


cada um sabe do tamanho da sua dor e do seu cansaço



Escrito por M. às 14h47
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Episódio


Sonhou que um homem conhecido lhe dava um tiro com uma arma muito antiga. Acordou fatigada., sozinha. Não conseguiu sustentar um copo durante o café da manhã e teve de recolher um por um todos os cacos. Saiu pra rua um pouco zonza e trabalhou durante horas como se fosse a última. Retornou pelo caminho da praia e o mar lhe doeu as vistas de tão verde. Cumprimentou o vendedor de gás, o zelador do prédio, a vizinha da frente, mas ninguém percebeu que era outra quem lhes desejava boa tarde.



Escrito por M. às 14h56
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Um abraço, por favor


Pesquisadores norte-americanos descobriram recentemente que o abraço faz bem a saúde, pois, além de fortalecer a auto-estima, eleva os níveis da oxitocina, um hormônio que reduz a pressão sanguínea e o ritmo cardíaco. Ou seja, o abraço faz bem ao coração. A moça aprendera isso ainda menina e mais das vezes, quando o seu peito se abria em abismo, corria para sua mãe ou seu pai e lhes pedia um abraço, por favor. Naquele instante, aquele abraço a resgatava, e ela então voltava às bonecas, cerzida de novo.



Escrito por M. às 22h26
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O mundo

“Aquele que sofreu com o frio quando era pequeno, sentirá frio pelo resto de sua vida, porque o frio da infância não desaparece nunca.”

Apenas um trechinho de um dos livros mais intensos que li na vida, O mundo, do espanhol Juan José Millás (Planeta Literário, 2009). Um dia, certamente, escreverei algo sobre esta obra, sobre como ela me toca. Por enquanto, tento atravessar um largo rio, mas trago  o livro sempre comigo.



Escrito por M. às 15h46
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Nota

A moça tem caminhado. A despeito das pedras, dos precipícios, das tempestades, tem caminhado. Há uma estrada difusa à sua frente, mas ela, definitivamente, caminha.



Escrito por M. às 17h57
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