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Estranhamentos


Mudanças

 

Estou me mudando para uma casa com mais janelas. Neste novo ano – que exigirá de mim mais do que nunca trabalho e dedicação – sei que precisarei muito dos beijos do meu amado, do sorriso da minha filha, das palavras dos meus amigos e de janelas abertas pro horizonte. Tenho ânsia por estrelas, voos de pássaros, nesgas de luz invadindo o quarto ao amanhecer, e gotas de chuva na vidraça. Quero minha colcha – ainda que precária – plena de vida.

 

Eis o meu novo endereço: http://outrosestranhamentos.blogspot.com/



Escrito por M. às 18h05
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Colcha de retalhos

 

Não tive tempo de comprar presentes de Natal, de enviar cartões de boas festas, de participar de almoços de confraternização. Ando sentindo-me feia, cansada, e estou sempre muito ocupada. Por isso, algumas pessoas foram embora, outras têm me olhado de lado, mas há aqueles que ficam (os que realmente importam). Sei apenas que, no momento, preciso continuar costurando, ou tentando costurar, uma enorme colcha de retalhos.



Escrito por M. às 18h08
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Filhos

 

"Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.

E que a conquistem do modo mais completo possível."

 

Affonso Romano de Sant'Anna



Escrito por M. às 15h43
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 Sandália de tiras

 

trançar as tiras

atar os laços

vestir o véu

guardar o sonho

suster o abraço

ganhar o céu

voar bem alto

erguer no espaço

um carrossel



Escrito por M. às 22h40
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Mãe me ensinou

 

O que você faria se estivesse no lugar do outro?

O que você sentiria se estivesse no lugar do outro?

 

Jamais estaremos.



Escrito por M. às 15h21
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Um poema que me comove profundamente

 

Duas andorinhas, mais duas andorinhas...

As andorinhas voam sempre aos pares.

Quer em torre de jade ou em pavilhão de laca,

não pousam nunca uma sem a outra.

Quer avistem balaustrada de mármore ou janela dourada,

não se separam nunca...

 

Havia duas andorinhas... Quando ardeu a trave de cedro

que abrigava seu ninho,

refugiaram-se no palácio do rei Wu.

Mas o palácio do rei ardeu

e o macho e os filhotes foram queimados também.

De volta, a fêmea ficou contemplando as ruínas do palácio.

 

Esta história me entristece profundamente.

 

Li Po



Escrito por M. às 22h41
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Nalgum lugar


Ontem, meu Amor me roubou dos livros, da frente da tela do computador, de uma abstração chamada tese e me levou para ver e ouvir Baleiro.

Eu tenho a sorte de ter um Amor.




Escrito por M. às 01h21
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Vamos rabiscar o sol

Para Ângela Vilma

 



Escrito por M. às 21h34
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Com giz

 

“... e eu rabisco o sol que a chuva apagou”.

 

Trecho de música do Legião Urbana: Giz.



Escrito por M. às 00h35
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...


cada um sabe do tamanho da sua dor e do seu cansaço



Escrito por M. às 14h47
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Episódio


Sonhou que um homem conhecido lhe dava um tiro com uma arma muito antiga. Acordou fatigada., sozinha. Não conseguiu sustentar um copo durante o café da manhã e teve de recolher um por um todos os cacos. Saiu pra rua um pouco zonza e trabalhou durante horas como se fosse a última. Retornou pelo caminho da praia e o mar lhe doeu as vistas de tão verde. Cumprimentou o vendedor de gás, o zelador do prédio, a vizinha da frente, mas ninguém percebeu que era outra quem lhes desejava boa tarde.



Escrito por M. às 14h56
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Um abraço, por favor


Pesquisadores norte-americanos descobriram recentemente que o abraço faz bem a saúde, pois, além de fortalecer a auto-estima, eleva os níveis da oxitocina, um hormônio que reduz a pressão sanguínea e o ritmo cardíaco. Ou seja, o abraço faz bem ao coração. A moça aprendera isso ainda menina e mais das vezes, quando o seu peito se abria em abismo, corria para sua mãe ou seu pai e lhes pedia um abraço, por favor. Naquele instante, aquele abraço a resgatava, e ela então voltava às bonecas, cerzida de novo.



Escrito por M. às 22h26
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O mundo

“Aquele que sofreu com o frio quando era pequeno, sentirá frio pelo resto de sua vida, porque o frio da infância não desaparece nunca.”

Apenas um trechinho de um dos livros mais intensos que li na vida, O mundo, do espanhol Juan José Millás (Planeta Literário, 2009). Um dia, certamente, escreverei algo sobre esta obra, sobre como ela me toca. Por enquanto, tento atravessar um largo rio, mas trago  o livro sempre comigo.



Escrito por M. às 15h46
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Nota

A moça tem caminhado. A despeito das pedras, dos precipícios, das tempestades, tem caminhado. Há uma estrada difusa à sua frente, mas ela, definitivamente, caminha.



Escrito por M. às 17h57
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A hora e a vez de Xique-Xique



Escrito por M. às 13h58
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